Um workflow mais rápido para produzir psytrance
As ferramentas que você realmente precisa, como organizar arquivos e templates e por que trabalhar em etapas faz as suas faixas de psytrance ficarem prontas mais rápido.
O que torna um plugin útil para psytrance, synths populares como Serum, Massive X e Omnisphere, efeitos para movimento e espaço, e as ferramentas de mix e master.
Você não precisa de uma coleção gigante de plugins para fazer um bom psytrance, mas as ferramentas certas deixam o trabalho mais rápido e o resultado melhor. Veja o que procurar, quais synths e efeitos são populares no gênero e o que você precisa para mix e master.
Serum é um synth wavetable e uma das escolhas mais populares entre produtores de psytrance. Você pode criar suas próprias wavetables, o sistema de modulação é muito flexível e a seção de efeitos é completa. LFOs na posição da wavetable e no cutoff do filtro são um caminho rápido para leads e pads com movimento.
Massive X, da Native Instruments, tem dois osciladores wavetable, uma seção de efeitos versátil e roteamento flexível. Ele faz de tudo, de basslines secas a atmosferas largas.
Omnisphere oferece uma biblioteca de sons enorme junto com opções de síntese, granulares e baseadas em samples. É especialmente forte para camadas atmosféricas, e o arpejador é útil para padrões rítmicos.
Reaktor, também da Native Instruments, deixa você construir seus próprios synths e efeitos ou usar ensembles da comunidade. É a escolha se você quer sons que ninguém mais tem e curte fuçar.
Para sound design granular, plugins como Granite ou Output Portal transformam samples comuns em texturas e ritmos novos. O tamanho e a densidade dos grãos são o que mais muda o resultado, então começa por aí.
Efeitos de modulação como chorus, flanger e phaser trazem movimento e profundidade, que são boa parte do som do psytrance. Reverb e delay colocam os sons no espaço; procura controle sobre decay, damping e modulação. Soundtoys EchoBoy para delay e ValhallaRoom para reverb são exemplos muito usados. Automatizar os parâmetros dos efeitos ao longo da faixa mantém vivas as partes longas.
Ferramentas espectrais e dinâmicas ajudam os sons a se encaixarem: EQ dinâmica e plugins que dividem frequências deixam você tratar uma parte de um som sem mexer no resto, e transient shapers e compressores deixam kick e baixo mais firmes. Excitadores harmônicos e alargadores de estéreo podem deixar os sons maiores, mas usa com cuidado, porque o exagero leva a problemas de fase e a uma mix embolada.
EQ. Uma boa EQ paramétrica com visualização é a ferramenta básica da mix: tira as frequências de que um som não precisa, realça as que importam e dá a cada elemento o seu espaço.
Compressão. Compressores controlam a dinâmica e dão punch à bateria e ao baixo. Attack e release definem a personalidade: um attack rápido pega os picos e deixa o som mais firme, um release mais longo deixa ele respirar. Faz sidechain do baixo no kick para o baixo abaixar quando o kick bate e os dois não se embolarem.
Estéreo. Ferramentas mid/side deixam você abrir pads e synths enquanto kick, baixo e outros elementos principais ficam no centro. Sempre confere sua mix em mono.
Master. Uma cadeia típica é uma EQ suave (um pouco de ar em cima, um corte pequeno nos médios-graves se estiver embolado), um compressor de master para dar liga à mix, muitas vezes com uma cor de estilo analógico, e um limiter para subir o volume sem clipar. Suítes completas como o iZotope Ozone juntam essas etapas num plugin só.
Plugins são tão bons quanto os seus ouvidos. Compara sua mix com faixas de psytrance bem produzidas no mesmo volume, escuta em bons monitores ou fones e faz pausas para ouvir a faixa com ouvidos frescos. Aprende poucas ferramentas muito bem em vez de muitas por cima, e encontra a combinação que combina com o seu som.