Psytrance DJ Genetrick
Genetrick, ou Micky G., fala da mistura de progressive e full-on, do álbum conceitual "Starseed" pela Iboga Records, de um set de cinco horas em Portugal e de um ano no mar.
Martin, de Bonn, mais conhecido como Scion of Mars, fala do primeiro live act numa antiga olaria, das suas influências musicais variadas e da sua mensagem pelo planeta.
Aqui vai uma entrevista com o meu amigo psy Scion of Mars. No site dele, http://scion-of-mars.de/, você pode baixar de graça a faixa "Gaya".
Conta um pouco sobre você. Onde você nasceu e onde mora?
E aí, meu nome é Martin. Moro e trabalho em Bonn, na Alemanha, com a minha família. A música eletrônica me acompanha praticamente a vida inteira. Mas quando a melodia de uma faixa de psytrance se enfiou no meu cérebro em 1995, foi o fim pra mim (rs).
Qual é o nome do seu projeto, e por que e como você começou?
O começo de verdade do meu projeto de psytrance foi há alguns anos. No início do novo milênio eu fiquei completamente viciado no som progressive (o álbum Headcleaner, do Atmos, foi uma revelação pra mim). Seis semanas antes da festa de uns amigos, tive a sorte de não ter mais nada pra fazer. Então levei todo o meu equipamento pra uma antiga olaria e, cercado de um monte de pinturas psicodélicas de um artista que trabalhava lá na época, montei o meu primeiro live act. Depois, por anos, fiquei com muita coisa nas costas: formar uma família (virar pai e ser pai), terminar a faculdade de musicologia, psicologia e musicoterapia e voltar pro mercado de trabalho. Girava os jog wheels aqui e ali com amigos em festas, mas não produzia nada meu. No fim, foi a paz e a segurança da minha família que me fizeram voltar a criar. Meu primeiro EP como Scion of Mars saiu ano passado, em março.
O que te fascina na cultura psytrance?
Sou um dançarino apaixonado. Quando chego numa festa e o som está certo, eu vou pra pista e só saio quando já estou quase deslizando de joelhos. O único lugar onde eu encontro um ambiente pra festejar assim é a cultura psytrance. Amo o clima da decoração de luz negra e dos string arts insanos, e o encontro pacífico de gente colorida ao meu redor. O melhor pra mim é viver o nascer do sol num open air com sons de partir o coração de tão lindos.
Quais são as suas influências musicais?
Elas são bem amplas, na real. Nasci nos anos setenta, e meus pais ouviam pop dos Bee Gees, Abba, Boney M., Rod Stewart e por aí vai. Quando criança, toquei numa orquestra de acordeões, então a música folclórica também deixou sua marca. A partir do dia em que meu tio me mostrou Jean-Michel Jarre, eu quis me livrar do acordeão o mais rápido possível e tocar sintetizador. Na época da escola e depois, fiz um desvio de vários anos pelo hard rock e pelo heavy metal e fui vocalista e tecladista de várias bandas. Na faculdade, claro, mergulhei em todo tipo de coisa: música clássica, jazz e, acima de tudo, música nova. O que me pegou de verdade, de novo, foi a música minimalista americana dos anos setenta e a música eletroacústica.
Como artistas, a gente tem uma responsabilidade com o público. Qual é a ideia principal que você quer passar pra quem te escuta, qual é a sua mensagem?
Preserve este planeta com toda a sua beleza. A gente não tem outro. Não espere os políticos aprovarem leis dizendo como você deve agir, tome uma atitude você mesmo. Reduza sua pegada ecológica onde der e corte seu consumo pro que você realmente precisa. Viva sua vida com alegria, gratidão e respeito por todos os seres vivos.
Cita um equipamento do seu estúdio que você curte e conta por quê.
Meus fones Ultrasone Signature Studio em combinação com o Sonarworks. Eu pré-produzo minha música à noite, sentado na sala. Depois desço pro porão, onde tenho uma pequena cabine de estúdio que eu mesmo montei, com um par extra de monitores. Na maioria das vezes, só precisa de pequenas correções no som lá embaixo. Pra mim funciona muito bem.