Entrevistas

Psytrance DJ Genetrick

Genetrick, ou Micky G., fala da mistura de progressive e full-on, do álbum conceitual "Starseed" pela Iboga Records, de um set de cinco horas em Portugal e de um ano no mar.

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The Psytrance DJ Genetrick

Micky G., conhecido no psytrance como Genetrick, lançou suas primeiras produções com esse nome em 2012. O reconhecimento veio rápido, e desde então as faixas dele saíram por selos como Iboga Records, Hummega Recs e Tesseract Studio, como ele contou ao Markit Online.

A música dele mistura progressive e full-on psytrance, com melodias coloridas e riffs potentes. Variedade é importante pra ele, e as faixas vão do progressive a material de full-on pra pista. No centro de tudo há um objetivo: música que mexe com as pessoas e faz todo mundo dançar, como ele explicou numa entrevista à Trancentral.

Um dos pontos altos da carreira dele foi o set mais longo que já fez, no festival Seeds of Freedom, em Portugal. Ele tocou o set de encerramento por três horas e depois seguiu por mais duas na afterparty. Ele descreve isso como uma chance de se conectar com o público num outro nível, e como uma experiência imensamente prazerosa e marcante.

O lado aventureiro dele vai além da música. Por um ano, ele morou num navio porta-contêineres, cruzando o hemisfério oriental como agente de segurança, protegendo navios de piratas. Pra ele, isso fez parte de uma vida de aventureiro: um dos trabalhos mais perigosos que existem, junto com a emoção de conhecer muitos países diferentes.

O álbum de estreia dele, "Starseed", lançado pela Iboga Records, é algo especial. Não é só uma coleção de faixas, mas um álbum conceitual que conta uma história, inspirado no amor dele por álbuns que contam histórias, como "The Wall", do Pink Floyd. O álbum constrói um mundo de ficção científica cheio de imaginação em volta de um personagem central numa missão, ligado à paixão dele pela música psicodélica.

O Genetrick começou cedo, como guitarrista solo de uma banda de rock e metal. O caminho dele chegou ao psytrance pela cena de progressive trance que estava surgindo no norte de Israel. A energia e a criatividade dessas festas ao ar livre alimentaram a paixão dele e acabaram levando ao Genetrick. O primeiro EP rendeu o primeiro gig internacional, na Suíça, um marco importante na carreira.

Olhando pra frente, ele quer continuar evoluindo e colaborar com artistas de diferentes estilos psicodélicos. Está trabalhando numa coletânea com artistas que admira e está aberto a novos projetos, incluindo um com BPMs mais rápidos e outro com batidas mais lentas pra shows ao vivo.

De uma banda de metal ao set de encerramento de um festival português, a história do Genetrick é feita de paixão, variedade e mudança constante, e ele continua levando a sua música mais longe.