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Entrevista com Darkland

Darkland, produtor e DJ de psytrance do Irã, fala da independência do gênero, do seu equipamento de estúdio favorito e do que significa fazer psytrance onde ele é ilegal.

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Entrevista com Darkland

Mohammad (Darkland) é um produtor e DJ de psytrance do Irã.

O que te fascina na cultura psytrance?

O que me atrai é a independência desse gênero. O psytrance cobre um espectro enorme de estilos, até os mais agressivos e mais rápidos.
A cultura rica e profunda dele faz dele um dos estilos mais autênticos. O tema principal do psytrance é o mundo interior das pessoas, e por isso essa música tem um efeito profundo na mente e na alma. É esse efeito que faz o psytrance ser tão interessante pra mim.

Quais são as suas influências musicais?

Tudo me atrai e qualquer coisa pode me influenciar. A escuridão e a luz têm, as duas, seus prós e contras.

Como artistas, a gente tem uma responsabilidade com o público. Qual é a mensagem que você quer passar pra quem te escuta?

Minha principal mensagem pra quem me escuta é que a própria música pode agir como uma droga, então não tem motivo pra usar drogas, principalmente quando se fala de psytrance. Infelizmente, muita gente acha que precisa de drogas pra entender o verdadeiro sentido da música.

Se você pudesse começar de novo, o que faria diferente?

Quero experimentar estilos locais, e misturar uma grande variedade de música local atrairia muitos ouvintes. Acredito muito que, quando a música é estranha para as pessoas, elas não se sentem atraídas por ela, mas misturar com o que elas conhecem pode mudar isso.

Cita um equipamento do seu estúdio que você curte e conta por quê.

Darkland

Monitor: Yamaha HS8
Placa de som: Tascam US 2*2

Acho que a qualidade deles vale mais do que o preço. Na minha opinião, o computador vem primeiro, e depois disso os monitores e a placa de som são muito importantes.

Como está a cultura psytrance no Irã? Como as autoridades reagem?

Infelizmente, o psytrance é ilegal no Irã, e se você for pego tocando (ou tocando outros gêneros de EDM), vai ser punido severamente. O psytrance não só nunca teve apoio, como muitas medidas foram tomadas contra ele. Por isso a maioria das pessoas no Irã não tem uma ideia clara do que é psytrance. Eu tenho um sonho: se um dia eu fizer um nome grande no psytrance, vou ajudar os artistas do meu país.
Qualquer um que cria arte nessa situação merece um respeito enorme. Fazer música no Irã é como correr uma maratona sem tênis. Espero que um dia todos os artistas possam compor e trabalhar nas mesmas condições.

Valeu, Darkland.

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