Pioneer DDJ-SB3: review do controlador compacto para Serato
Um olhar sobre o Pioneer DDJ-SB3: layout, jog wheels, Pad Scratch com o DJ Jazzy Jeff, FX Fade, performance pads, integração com o Serato e conexões.
O Synplant 2 usa IA pra transformar gravações em patches de synth e deixa você cultivar sons novos a partir de sementes. Como funciona, o que vem incluído e se é fácil de usar.
O Synplant 2 vai bem além dos samplers que só esticam ou mudam a afinação das suas gravações. Ele usa inteligência artificial pra achar ajustes de synth que recriam um determinado som, e depois deixa você cultivar sons novos a partir dele.
O Synplant 2 junta dois mundos. O sampling transforma sons gravados em instrumentos tocáveis: você pode tocar em afinações diferentes e moldar com vários ajustes. A síntese constrói o som a partir de blocos básicos, como formas de onda, e consegue criar sons que um sampler não consegue. O Synplant parte de uma gravação, mas transforma ela num patch de synth.
Magnus Lidström, que criou o Synplant original em 2009, diz que a nova versão traz novas formas de fazer sons orgânicos com um toque de surpresa e personalidade. A visualização DNA tem um papel central nisso: ela mostra uma série de parâmetros que você pode manipular, muitas vezes com resultados imprevisíveis.
O novo recurso Genopatch é especialmente útil com vozes. Tirando certas modulações, você pode transformar um sample de voz num pad ou numa textura atmosférica, algo que um sampler tradicional não faz.
Em vez de girar knobs, você cultiva sons. Você começa com uma semente aleatória, um patch existente ou um som feito com o Genopatch. Cada semente cria galhos, e cada galho é uma variação do som. Você pode fazer qualquer galho crescer ou cloná-lo, e o resultado pode mudar um pouco ou completamente.
Então trabalhar com o Synplant é principalmente escutar e reagir ao que você ouve. Pro ajuste fino existe a função Manipulate Genes, que você abre com um botão próprio ou clicando com o botão direito numa hélice de gene. Ela mostra uma janela em estilo DNA onde você pode editar cada um dos 37 genes que controlam o som. A variedade é surpreendentemente grande: do básico, como tipos de filtro e oscilador, até atonalidade, sensibilidade a velocity e wheel scaling, que muda o quanto a mod wheel te leva ao longo de um galho. Dá pra tirar sons complexos e variados dele mesmo sem experiência com outros synths.
O Genopatch usa IA pra achar ajustes de synth que combinam com o seu áudio de origem. Conforme os filamentos na interface brotam e crescem, os patches que eles produzem chegam cada vez mais perto do som escolhido. Às vezes você consegue uma cópia quase perfeita, às vezes algo completamente novo e inesperado. Essa mistura de precisão e acaso é o que faz dele uma boa ferramenta pra experimentar. O motor do Genopatch roda inteiro no seu computador, então funciona offline.
Os resultados são expressivos e musicais. O banco de presets incluído cobre pads, teclas, sinos, leads, FX, atmosferas e baixos, pensando em música ambient, eletrônica, cinematográfica e neoclássica. O Synplant 2 vem com centenas de patches, e tem mais disponível pra baixar depois da compra. Também tem um conjunto de patches de bateria criados com machine learning a partir de gravações de 10 baterias eletrônicas de hardware clássicas.
Outras novidades da versão 2: um motor de áudio reescrito, formas alternativas de disparar galhos, sync com o andamento, genes automatizáveis, um modo de camadas e modos polifônicos com portamento. Quem tem o Synplant 1 pode fazer o upgrade por $50/€50.
Navegar pelos presets e cultivar galhos novos é fácil e divertido. A edição mais profunda é outra história: a interface não é pra todo mundo, e você provavelmente vai precisar ajustar um pouco seu fluxo de trabalho, porque o Synplant quebra alguns hábitos. Parâmetros específicos, por exemplo, são difíceis de alcançar. Mas por uns $150 você ganha uma fonte decente de inspiração pras suas faixas.